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Emília Simões - desafio 2


A manhã acordou cinzenta. O vento uivava o outono nas folhas que esvoaçam em redor da casa, estremecendo a velha árvore do jardim. Meio adormecida dirigiu-se à cozinha para tomar o pequeno-almoço. Ligou a máquina do café e a torradeira, mas não havia forma de sentir o aroma do café ou do pão torrado. Que teria acontecido? Estariam em greve? E estavam. Sentiam-se cansados daquela rotina, da frieza como eram manuseados. Por um dia, apenas, fariam greve.
Emília Simões, 64 anos, Mem-Martins-Algueirão
Escritiva nº2 – greve na cozinha

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