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A mostrar mensagens com a etiqueta desafio nº 2

Susana Santos - desafio 2

Hoje, após comprar champagne para a festa, percebi que o frigorífico, revoltado, decretara greve, afirmando ser um electrodoméstico possuidor de coração caloroso. Já estava cansado de frio perpétuo. Não reivindicava dinheiro, presentes, afagos... somente ambicionava calor. Se adorasse gelo, viveria no Pólo Norte. Contudo, se rejeitasse trocá-lo de lugar com o micro-ondas, viajaria para o Brasil. Já estava a ficar desesperado... de repente, acordo. Ainda bem que foi apenas um pesadelo. Caso contrário, como solucionaria este problema? Susana Sofia Miranda Santos , 38 anos, Porto Escritiva nº2  – greve na cozinha

Jessica Guimarães - desafio 2

Greve na cozinha Vocês chamam-me uma colher, mas sou mais do que isso! Já pensaram o quanto eu tenho de suportar? As minhas tarefas incluem: mexer café (que de facto é muito quente), servir gelado (que me dá um arrepio) e sobretudo sou atirada para a máquina de lavar loiça e fico lá por quatro dias toda suja!... Se as vossas colheres também querem fazer greve, peçam-lhes desculpa e dêem-lhes um pouco mais de valor, porque colheres são uma necessidade! Jessica Guimarães, Pretoria Girls High, Pretoria, África do Sul, prof. Margarida Sousa Escritiva nº2  – greve na cozinha

Sara Simões - desafio 2

Estou cansado! Sempre a trabalhar sem qualquer compensação. Já estou farto das panelas que me sujam de propósito e me fazem sentir horrível, já para não falar na lambisgoia da frigideira. Essa fica toda feliz quando me enche de salpicos gordurosos. Que pouca sorte a minha! Sempre a aguentar aqueles discos quentes que me queimam só por maldade. Ninguém me compreende e hoje vou fazer o que já devia ter feito há muito. Hoje, estou de greve! Sara Catarina Almeida Simões , 28 anos, Coimbra Escritiva nº2  – greve na cozinha

Natalina Marques - desafio 2

Estou farta de ser fada do lar. Ele é pisar batata, passar sopa, bater claras, picar todo tipo de coisas, Mas agora acabou. Vou fazer greve. Alguém alinha comigo? O passe-vite, que foi posto de parte, pela aquisição dela, gritou do fundo do armário, onde estava guardado. Finalmente, já achava que as minhas preces, não eram ouvidas. E tinha razão. Só me faltava mais esta, a varinha avariada. E agora, como faço o puré? Vou comprar, instantâneo. Natalina Marques, 56 anos, Palmela Escritiva nº2  – greve na cozinha

Sara Simões - desafio 2

Estou cansado desta vida. Trabalho todos os dias, não tenho descanso e bem mereço umas férias. De manhã cedo, começa o meu serviço com as canecas de café que são umas ingratas e nunca me agradecem. Por vezes, ainda me sujam por vingança e eu nunca digo nada. Tenho um serviço difícil e dou tantas voltas durante o dia que pareço uma ventoinha. Mas, por muito que faça, nunca estão satisfeitos. A minha vida é mesmo ingrata. Sara Catarina Almeida Simões , 28 anos, Coimbra Escritiva nº2  – greve na cozinha

Prazeres Sousa - desafio 2

Pronta para tomar banho, abri a torneira da água quente, mas logo percebi que a água corria tépida, quase fria. Saí disparada da banheira em direção à cozinha e dirigi-me ao esquentador. Já chega de greves, ouviste?! És um incompetente! Desiludiste-me! Parece de propósito, decides fazer greve, sempre que estou no banho. É para me arreliares?! Conseguiste! Não queres trabalhar. Tenho cedido aos teus caprichos, mas não há arranjo que valha! Estás despedido! A paciência tem limites! Prazeres Sousa , 52 anos, Lisboa Escritiva nº2  – greve na cozinha

Carla Silva - desafio 2

A greve da batedeira A batedeira organizou uma reunião na bancada da cozinha. – Devemos fazer greve – dizia ela – Greve?! Mas porquê? Trabalhamos dois, três dias... estamos limpos que mais queres? – Dois ou três dias? Eu não paro... devíamos fazer greve. – Não concordo – diziam os restantes electrodomésticos e abandonaram a bancada. Sentia-se traída mas estava decidida, não trabalharia... e assim fez. Dona Eduarda estava admirada com a avaria, ainda ontem funcionara às mil maravilhas. Logo hoje que tinha quatro bolos para fazer... Carla Silva , 42 anos, Barbacena, Elvas Escritiva nº2  – greve na cozinha

Rosa Alves - desafio 2

Uma colher em greve   Irra! Isso está a escaldar! Estás sempre a queimar-me. Estou farta, fartíssima Brrrrr. Que água gelada. Nãoooo! Agora estou toda besuntada com esta porcaria peganhosa. Blhec! Que nojo. É demais. Ena calma! Ai, de tanto andar às voltas sinto-me tonta. E enjoada. Quente frio, frio quente. Já ultrapassa os limites. De nada adianta ficar rígida. Pois bem, vou ficar molenga, que nem a gelatina.’ E se o pensou, assim fez, declarando que era uma colher em greve. Rosa Maria Pocinho dos Santos Alves , 52 anos, Coimbra Escritiva nº2  – greve na cozinha

Domingos Correia - desafio 2

Abolição da escravatura Certa manhã, toda a  ferramentada  da cozinha decidiu fazer greve: a batedeira, a varinha mágica, os talheres… panelas… e até o velho e dedicado saca-rolhas, vejam lá… quem diria! “Trabalho diário, só com salário!”  Ri-me, achei que sonhava. Mas não. Era mesmo greve!  Acabei por ceder… enfim… Agora, tinham vida própria! Chegavam às nove, iam-se às dezassete. Serviam-me o lanche, punham-se a andar,  ficava eu sem jantar! Que saudades da escravatura! Tinha-os à minha disposição… eram meus!... Domingos Correia , 57 anos, Amarante Escritiva nº2  – greve na cozinha

Joana Marmelo - desafio 2

Estoy cansada, harta de tanto trabajo. Yo, Thermomix, la nueva generación en las cocinas, al final, no soy reina, soy esclava. Hago las lentejas, las rosquillas, las pastas, las tartas, las croquetas, mientras la olla de presión y la cacerola me miran, sonrientes. Mi dueña y sus amigos están encantados conmigo, comentan que soy muy lista, tengo las recetas y soy muy rápida. No quiero seguir siendo ayudante de cocina, universo de recetas. Quiero la jubilición anticipada. ​ Joana Marmelo , 50 anos, Cáceres, Espanha Escritiva nº2  – greve na cozinha

Maria do Céu Ferreira - desafio 2

A greve da cafeteira A cafeteira de café Ficou toda indignada, Já compraram uma máquina, Ela não quer fazer nada! É uma dificuldade, Só gosto do café dela E ela arreliada, Manda-o fazer na panela! Bate mal a cafeteira, Está totalmente amuada, Resolveu entrar em greve, Debate que foi trocada! Ora, com esta aflição E o vício do café, Só gosto da cafeteira E ela bate-me o pé! Que tonta de cafeteira!... Completamente orgulhosa, Sente-se toda importante E faz greve, presunçosa! Maria do Céu Cardoso Ferreira , 60 anos, Amarante Escritiva nº2  – greve na cozinha

Joana Marmelo - desafio 2

Altas temperaturas todo o ano. Não há tacho que aguente! Estamos cansados de levar com cebolas, tomates, gorduras e de ver as orelhas dos porcos asfixiar e mudar de cor. Que dizer dos legumes que acabam moídos por uma lâmina, a quem designaram de mágica? E aquela colher de madeira, horrorosa, faz-nos cada tangente! Raspa, mexe, entra, sai, que atrevimento! E o esturro, ai, como é doloroso. Um dia salta-nos a tampa e temos o caldo entornado. Joana Marmelo , 50 anos, Cáceres, Espanha Escritiva nº2  – greve na cozinha

Emília Simões - desafio 2

A manhã acordou cinzenta. O vento uivava o outono nas folhas que esvoaçam em redor da casa, estremecendo a velha árvore do jardim. Meio adormecida dirigiu-se à cozinha para tomar o pequeno-almoço. Ligou a máquina do café e a torradeira, mas não havia forma de sentir o aroma do café ou do pão torrado. Que teria acontecido? Estariam em greve? E estavam. Sentiam-se cansados daquela rotina, da frieza como eram manuseados. Por um dia, apenas, fariam greve. Emília Simões , 64 anos, Mem-Martins-Algueirão Mais textos aqui: http://ailime-sinais.blogspot.pt/ Escritiva nº2  – greve na cozinha

Francisco Amado Mendes, João Patrício, Wilson Rosa - desafio 2

A torradeira que decidiu fazer greve Era uma vez uma torradeira que decidiu fazer greve. Ficou chateada porque os seus donos estavam sempre a utilizá-la, nunca a lavavam e usavam-na sempre no máximo do aquecimento. Como a torradeira decidiu ficar de greve, o dono nunca mais pôde fazer torradas. Arrependido, fez tudo para recompensá-la: usava-a só ao pequeno-almoço e lava-a depois de a utilizar, não deixando ficar qualquer migalha de pão como testemunha. Passaram a ser amigos, colaborando um com o outro diariamente! Francisco Amado Mendes, João Patrício, Wilson Rosa , 5ºA, Torres Novas, prof Maria Nicolau Escritiva nº2  – greve na cozinha

Karla Cristina - desafio 2

Greve geral Numa ótima tarde, Valentina tomou chá e foi trabalhar. Quando chegou lá, sentiu uma fome! Pegou um pão, colocou na torradeira.  E então percebeu... A bela torradeira estava em greve!  – Mas como isso?, disse Valentina, assustada. – Como vou comer? Então ela pensou: – O fogão industrial, mas é claro! Então ela foi. Quando chegou lá, também em greve! Ela tentou tudo. Não houve sucesso! Chegando em casa, ela pronunciou interiormente: – Funcionem de volta! Abriu os olhos e acordou. Karla Cristina , 15 anos, Centro Educacional do Lago, Brasília, Brasil, prof Celina Silva Pereira Escritiva nº2  – greve na cozinha

Celina Silva Pereira - desafio 2

O fogão era lembrado todo o dia. A geladeira também e mesmo a máquina de lavar. Mas o ferro elétrico, não. Só quando alguém tinha de caprichar na aparência para  ir à igreja, a uma festa, a uma entrevista. Ele foi-se sentindo cada vez mais abandonado. Até que chegou o mês de dezembro e com ele a agenda dos habitantes da casa lotou. Antes estava deprimido, agora estressou-se. No réveillon, os três apareceram com as roupas amassadas. Celina Silva Pereira , 65 anos, Brasília, Brasil Mais textos em   www.viver-celina.blogspot.com Escritiva nº2  – greve na cozinha

Palmira Martins - desafio 2

Os Poderes da Varinha Mágica – Sou uma VARINHA MÁGICA e todos sabem que tenho PODERES. Estou FARTA desta vida insignificante de ralar sopas e purés. Então os restos de legumes presos ao corpo! Que nojo! Quero retomar a dignidade da minha função:  Perlimpimpim, perlimpimpão, transforme-se esta cozinheira numa…. – Socorro! – grita a cozinheira, que dormitava junto ao fogão. – Que se passa, dona Maria? – Nada, filha. Só um sonho mau. Rala aí essa compota. Ah, mas usa o passe-vite, não vá o diabo tecê-las… Palmira Martins , 59 anos, Vila Nova De Gaia Escritiva nº2  – greve na cozinha

Renata Diniz - desafio 2

Simpatia Na cozinha o varal para massa, esquecido, desprezado. Nem se davam conta do maravilhoso acessório. Fábrica de massa mais varal para massa eram de fácil manuseio. Mas nem por isso utilizavam-nos. Até que chega uma visita especial. Aproximada das delícias italianas, a visita pedia massa fresquinha feita em casa com toda agilidade. Prática e fácil de usar. Todavia, revoltada por esquecida ficar, a manivela resolveu parar de funcionar. Olhando para o anfitrião com simpatia pela desgraça alheia. Renata Diniz , 39 anos, Itaúna, Brasil Publicada em:  http://www.mariarosasonhos.com/2015/11/simpatia.html Escritiva nº2  – greve na cozinha

Quita Miguel - desafio 2

– Ó mãe! Chega lá aqui que a máquina não abre. – Não consegues fazer nada sozinha. É sempre a mesma coisa – reclama Glória, afastando a filha e lançando-se na direção da porta da máquina de lavar roupa. – Só me faltava que esta avariasse. Mais uma despesa. – Ouviste mãe? A máquina riu-se. – Estás maluca?! – Não está maluca não – responde uma voz metálica. – Estou cansada de ser usada sem consideração. Até nova ordem estou de greve e a roupa sequestrada! Quita Miguel , 56 anos, Cascais Leiam outros textos aqui:   http://quitamiguel.blogspot.pt/ Escritiva nº2  – greve na cozinha

Maria Ribera - desafio 2

– Eu não sou uma assassina! – dizia a faca, chorando inconsolável. E ela continua a tentar matar-me. – Você acha que é fácil matar alguém olhando nos seus olhos? Todos os garfos e os outros utensílios de cozinha iam enxugando as lágrimas, outros a sentirem pena da pobre faca. – Vejo as batatas, o sangue e muitas vezes não consigo dormir pensando naqueles rostos. É por isso que estou aqui hoje para deixar este trabalho e também viver e disfrutar. Maria Duanne Ortiz Ribera , 21 años, Salamanca Escritiva nº2  – greve na cozinha