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Mensagens

A mostrar mensagens com a etiqueta desafio nº 17

Margarida Fonseca Santos - desafio 17

― Diz lá, não te ralho… ― Ralhas, ralhas, dizes sempre isso e depois ralhas. Cruzei os braços, mas ele tinha razão ― iria ralhar-lhe de qualquer forma. Em apenas duas horas, os meus dois filhos haviam partido o candeeiro da sala. ― Não ralho se a desculpa for criativa. ― Tentei fazer um mortal do sofá para o chão, mas falhei… o mortal… Acertei no candeeiro. Sorri, que grande desculpa! Só depois de não ralhar percebi que dissera a verdade. Margarida Fonseca Santos , 56 anos, Lisboa Escritiva nº 17  – desculpas criativas

Susana Santos - desafio 17

Hoje, encontrei a vizinha no parque. Ela passou o tempo criticando o marido alcoólico, que a maltrata psicologicamente e agora chega todas as noites a casa, cheirando a perfume feminino. Credo... se o marido é maléfico, porque se sujeita a esta vida carrasca? O divórcio foi implementado em Portugal há vários anos! A vizinha afirmou que este casamento é uma forma eficaz de expiar os pecados, sendo passaporte condutor ao tranquilo lugar no céu. Que desculpa esfarrapada! Susana Sofia Miranda Santos , 38 anos, Porto Escritiva nº 17  – desculpas criativas

Clara Bezerra Souto - desafio 17

Em tempos de respostas imediatas, é quase um crime sair de casa sem o telemóvel. Tornaram-se frequentes as desculpas tecnológicas: “a internet falhou”, “não tinha cobertura”, “o telemóvel estava em silêncio”. Mas nada supera o que ouvi do meu filho esta semana: “Mãe, não consegui enviar-te a mensagem. Parece-me que havia algum problema com o satélite, a transmissão das ondas, algo com a interferência dos raios solares... Juro-te, juro-te que apareceu essa mensagem no ecrã do computador!”. Clara Bezerra Souto, 28 anos, Salamanca Escritiva nº 17  – desculpas criativas

Isabel Barberedo Pinto - desafio 17

Há muito tempo, decidi começar uma vida saudável e fazer desporto todos os dias, mas todos os dias há um problema.   Alguns dias a chuva não me deixa sair à rua para correr... Noutros, o supermercado está fechado e não posso comprar fruta, verduras, saladas...   Noutros, não faço desporto porque o meu horóscopo me diz que posso partir uma perna e morrer... É pena eu não levar uma vida mais saudável, mas acho que amanhã recomeço tudo. Isabel Cristina Barberedo Pinto, 18 anos, Salamanca Escritiva nº 17  – desculpas criativas

Iván del Rey Castillo - desafio 17

“Boa tarde senhora Santos! Escrevo-lhe porque não tenho coragem de voltar a sua casa depois disto que lhe vou contar, apesar de que, se está a ler esta mensagem, já sabe o que aconteceu... Quando estava a alimentar as galinhas da segunda gaiola, esqueci-me de fechar bem a primeira e receio que todas as galinhas tenham fugido. Por desgraça, o cão estava solto e, podemos dizer que... nunca um cão comeu tão bem. Sinto muito o sucedido.” Iván del Rey Castillo, 18 anos, Salamanca Escritiva nº 17  – desculpas criativas

Victor Ruiz Bermúdez - desafio 17

Um amigo inscreveu-me numa corrida de bicicletas, contudo, eu e o desporto não somos amigos. Na primeira ladeira já me saiam os bofes pela boca. Curiosamente, na estrada, havia uma carrinha abarrotada de pessoas, pelo que, sem pestanejar, carreguei a minha bicicleta nas costas e coloquei-a na bagageira, subi e fomos até à chegada; e ali fiquei, deitado “preguiçando” debaixo duma árvore até que os outros chegaram. Como vocês veem, procuro qualquer desculpa para não fazer desporto! Victor Ruiz Bermúdez, 21 anos, Salamanca Escritiva nº 17  – desculpas criativas

Pedro Silva - desafio 17

Um dia, eu estava a passear e sem querer cheguei atrasado a casa. ― Filho, porque chegaste atrasado à hora do jantar? ― disse a mãe. ― Porque estive a pilotar um jacto da força aérea. ― Como é que pilotaste um jacto? ― Um soldado disse para lhe guardar o jacto e que o podia pilotar. A minha mãe mandou-me aterrar no quarto e esperar que o soldado o viesse buscar, só depois de o entregar é que poderia ir jantar. Pedro Silva ,11 anos, Ermegeira Escritiva nº 17  – desculpas criativas

Bernardo Cardoso - desafio 17

Era uma vez um menino chamado João. O João chegava sempre tarde às aulas e não fazia os trabalhos de casa, portanto estava sempre a inventar desculpas esfarrapadas. Um exemplo: ― Hoje não fiz os TPCs porque um pássaro entrou em minha casa e levou-os. A professora, como sempre, dizia: ― Achavas que eu ia acreditar nisso?! Por que motivo é que um pássaro fazia isso?! Vou ligar aos teus pais para os avisar. O João ficava sempre mal!!! Bernardo Cardoso , 6ºB, Escola Dr. Costa Matos, V.N. Gaia, prof Cristina Félix Escritiva nº 17  – desculpas criativas

Sérgio Quitério - desafio 17

Mais uma falta de TPC Começou a aula e a professora Cândida questionou os alunos, pretendia saber quem tinha feito o trabalho de casa. ― Não acredito ― disse irritadíssima. – Mais outra falta de trabalho de casa! ― Desculpe, professora, mas... foi o meu gato que roeu o meu caderno e depois escondeu-o! ― Hummm. Os gatos não roem, mas sim os ratos… Estás a mentir? ― AAhhh, uf. ― Vou já mandar um SMS para os teus pais e para a Diretora de turma. RUA! JÁ! Sérgio Quitério , 10 anos, Escola Prof Paula Nogueira, Olhão, Prof Cândida Vieira Escritiva nº 17  – desculpas criativas

Alda Gonçalves - desafio 17

Atrasei-me, não foi?! Foi a hora. Mudou. Não foi?! Mudou e eu não percebi que estava atrasado... Foi o relógio! Ele é que marca as horas. As horas não deveriam depender do relógio. A hora mudou e o relógio não. Único responsável do atraso. Marca sempre as horas da mesma maneira. Acertar o relógio? Não! Se avanço uma hora, perco uma hora de sono. Como fazer para dormir mais uma hora? Tenho que arranjar uma boa desculpa! Alda Gonçalves , 49 anos, Porto Escritiva nº 17  – desculpas criativas

Domingos Correia - desafio 17

A desculpa do Gaspar As desculpas, quando inventadas, são, às vezes, verdadeiras anedotas… Aula de Português; o professor, à moda “antiga”, severo como se queria; o atraso do Gaspar, a pergunta do mestre: ― Tão tarde porquê? ― Oh setor… a automotora teve um furo! Tudo estaria até perfeito, não fosse o caso das automotoras serem veículos com rodas de ferro. Assim, o setor, parecendo-lhe mentira de troça, estendeu a mão e deixou-a disparar em rota de colisão com a cara do Gaspar. Domingos Correia, 59 anos, Amarante Escritiva nº 17  – desculpas criativas

Elisabeth Oliveira Janeiro - desafio 17

Explicações Há Muitas Orlandinha sempre arranjava desculpas para as suas diabruras. Menina afável e solícita, todos lhe toleravam as faltas. Mas... há sempre uma adversativa a estragar o arranjinho. Certa vez, diz-lhe a mãe, indignada: ― Orlandinha, de novo aos pulos em cima da cama; rebentaste algumas molas do colchão!  ― Ó mãe, deixei lá cair a mochila que está pesada. ― Mas a mochila hoje até está leve!! Nesse dia, Orlandinha não teve bolo de chocolate ao lanche. Aprendendo... até à próxima. Elisabeth Oliveira Janeiro , 72 anos Lisboa Escritiva nº 17  – desculpas criativas

Maria do Céu Ferreira - desafio 17

Desculpa de Carnaval A desculpa traiçoeira, Ou mentira por um fio, Pode ser a brincadeira Para entrar no desafio! Acordei entusiasmada E vesti-me de magia, A pensar numa piada Para um dia de folia! Fantasiei-me a preceito, Às tirinhas, colorida, Vestida para o efeito, Mui luminosa e garrida!              Tenho nome de «Desculpa» Muito inventada por nós… Sou velhinha, muito velha, Remonto aos nossos avós! Sou desculpa esfarrapada? Quem me vai levar a mal? Orgulhosa e camuflada, Hoje brinco ao Carnaval! Maria do Céu Ferreira , 61 anos, Amarante Escritiva nº 17  – desculpas criativas

Celina Silva Pereira - desafio 17

A fechadura Já antecipo as desculpas de quinta-feira próxima, que será o dia após o Carnaval aqui no Brasil. Professora, o ônibus atrasou, o engarrafamento estava grande, minha mãe não me acordou (esta já apareceu num dia de provas). Mas há aquelas mais criativas, que surgirão na sexta-feira seguinte: Não fiz o dever porque não vim ontem, houve um incidente, ouvi um estalo muito forte na porta ― trancara a fechadura, passei toda a manhã sem sair... do meu quarto. Celina Silva Pereira , 66 anos, Brasília, Brasil Escritiva nº 17  – desculpas criativas

Bruna Gomes - desafio 17

― João, fizeste o trabalho de casa? ― Não, professora. ― Porquê? ― O Pai comeu-mo. ― O Pai? ― Sim. Como a matéria é a saúde e o Pai está muito doente, sempre a chorar, dei-lhe o TPC. ― Ó João, deste-lhe papel? ― Sim, professora, e finalmente calou-se. ― Temos de chamar alguém. ― A minha mãe pô-lo numa caixa e disse que já não era sem tempo, já lá devia estar há muito tempo. ― Numa caixa? O pai? ― Pois, coitado do Pai, o hamster. Bruna Gomes , 14 anos, Arrifana, Santa Maria da Feira Escritiva nº 17  – desculpas criativas

Carla Silva - desafio 17

Só azares Olhei o relógio, Andreia estava atrasada. Ultimamente era quase todos os dias, já não sabia que dizer para a desculpar. O chefe espreita pela porta quando uma Andreia afogueada entra no escritório. ― Peço imensa desculpa, o taxista enganou-se no caminho depois tivemos de empurrar o carro, pois ficámos sem gasolina, não tinha rede no telemóvel! O chefe olha para ela. ― A sua avó está bem? ― Sim. Porque pergunta? ― Entre tanto azar, foi a única coisa que faltou. Carla Silva , 43 anos, Barbacena, Elvas Escritiva nº 17  – desculpas criativas

Marta Sousa - desafio 17

Eu não fiz os trabalhos de casa devido a vários motivos! Ontem à noite estava a chover torrencialmente e a ração do meu cão tinha acabado e eu tive que ir a correr comprá-la! Acontece que cheguei a casa toda ensopada, depois tive que tomar um banho quentinho. Mas quando acabei de fazer isto, começou a dar o jogo de futebol e sabe, professora, não o podia perder! Quando dei por mim, tinha adormecido no meu sofá! Marta Sousa , 13 anos, Aveiro / Vale de cambra, Escola Secundária de Vale de Cambra Escritiva nº 17  – desculpas criativas

Quita Miguel - desafio 17

Fazendo gazeta Ele tinha as sobrancelhas franzidas e isso significava que eu precisava de ser rápido no gatilho. – Eu ia para a escola. Abri a porta, no momento em que uma rajada de vento a empurrou contra o meu queixo. Ainda me amparei com o braço direito, mas caí, bati com a cabeça e desmaiei. Acordei mesmo agora. – Muito bem. Agora quero ouvir a verdade. – Bem, já acordei há um pouquito, mas ainda me sentia tonto, fiquei por aqui. Quita Miguel , 57 anos, Cascais Escritiva nº 17  – desculpas criativas

Ana Paula Oliveira - desafio 17

― Professora, nem vai acreditar, mas é verdade. Deparámo-nos com uma vaca, no meio da estrada, que impedia o carro de avançar. Saímos para a afastarmos e, por incrível que pareça, ela olhou-nos ameaçadoramente e falou-nos. ― Sou vaca sagrada, chegada da Índia na armada de Vasco da Gama. Não podeis tocar-me senão cai-vos um raio em cima! ― E eu fiquei ali, argumentando, que tivesse dó, que eu levaria raspanete, que a professora marcaria falta… Mas ela era teimosa!!! Ana Paula Oliveira , 56 anos, S. João da Madeira Escritiva nº 17  – desculpas criativas

Theo De Bakkere - desafio 17

Ó professora, não minto, minha tarefa foi confiscada pela CIA. Estive o fim da semana com os pais em Nova Iorque. Então, vindo de Bruxelas, o buraco do inferno, fomos controlados rigorosamente pelos alfandegários. Questionado sobre conteúdo da mochila respondi sorridente "só uma tarefa escolar, nenhuma bomba". Repentinamente houve grande pânico e fui vencido pelo polícia. Embora me declarassem inocente depois, presidente Trump despachar-se-ia a anunciar que, graças às suas medidas, tivera intercetado um projeto terrorista. Theo De Bakkere , 64 anos, Antuérpia, Bélgica Escritiva nº 17  – desculpas criativas