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A mostrar mensagens com a etiqueta desafio nº 4

Susana Santos - desafio 4

Queridas amigas, não possuo um porte atlético impressionante nem cultivo práticas desportivas louváveis, mas a vaidade nunca me fez viver obcecada por saltos altos. Sempre foi prazeroso o momento do encontro entre todas as amigas. Vocês acompanhavam-me nos pés, diariamente, oferecendo-me o conforto necessário para passear pela trela a minha melhor amiga. A nossa vida em conjunto, apenas terminou quando a vossa ficou destruída, após tantas horas nos meus pés. Obrigada pelos passos seguros, nunca vos esquecerei! Susana Sofia Miranda Santos , 38 anos, Porto Escritiva nº 4  – homenagem às sapatilhas

Domingos Correia - desafio 4

Sapatilhas de cinquentão Aos cinquenta, queria umas sapatilhas que o fossem sem o parecerem e que dessem para tudo. Encontrei-as, finalmente! Já estão velhinhas, gastas, desbotadas, mas… são tão confortáveis que não consigo largá-las. Eu sei que muitos me olham os pés, de soslaio… tecendo conjeturas… Não quero saber. Com calçado novo ou velho, nunca gostei que me olhassem os pés. Acho falta de delicadeza. Por isso… julguem-me, critiquem-me, se quiserem, mas amo-as tanto que não as largarei por nada. Domingos Correia , 59 anos, Amarante Escritiva nº 4  – homenagem às sapatilhas

Iggi da Conceição - desafio 4

As minhas sapatilhas preferidas desde pequeno eram as Nike. Comecei a usá-las com os meus cinco anos de idade e desde então apaixonei-me por elas. Usava-as para quase tudo, cuidava muito bem delas, limpava-as bem e deixava-as num sítio especial, para não se estragarem. Quando já não me serviam, ofereci-as a alguém e pedi para cuidar muito bem delas; e, porque foram muito especiais para mim, eu gostaria imenso que fossem também especiais para essa pessoa também. Iggi da Conceição , 15 anos, Abbotts College, África do Sul, prof Margarida Sousa Escritiva nº 4  – homenagem às sapatilhas

Daniel Morales - desafio 4

Há sapatilhas e “zapatillas” Com as sapatilhas desportivas, visto-me normalmente porque há alguns anos a maioria dos meus colegas da turma ia com roupa de desporto e eu habituei-me a usar. Agora uso as sapatilhas desportivas durante a semana e ao fim de semana uso as “zapatillas” (em espanhol), que é um falso amigo. As “zapatillas” são pantufas para andar por casa. Estas não têm especialidade nenhuma. À exceção destas, tenho um problema com os atacadores, já que não sei apertá-los.   Daniel Morales , 15 anos, Badajoz, prof Catarina Lages Escritiva nº 4  – homenagem às sapatilhas

Mario Ardila - desafio 4

A minha família As minhas colegas, a minha família, as que tanto quero, com as que tanto tempo estive a jogar. Nunca joguei futebol profissional, mas sempre que posso, pratico. Tive sapatilhas de que não me lembro. Todas as sapatilhas que tive duraram muito tempo, um tempo em que joguei tantos desportos e jogos. Algumas más, outras melhores, mas o mais importante é jogar e desfrutar os jogos com elas. Eu tenho sempre sapatilhas de desporto, porque são as melhores. Mario Ardila , 15 anos, Badajoz, prof Catarina Lages Escritiva nº 4  – homenagem às sapatilhas

Adahi Montoya - desafio 4

Parte de mim Para mim essas sapatilhas eram as melhores. Eu desfrutava ao jogar futebol com elas. Com essas sapatilhas sentia-me imparável, o melhor do mundo, mas eu sabia que não era. Levava essas sapatilhas para todo o lado. Mas num jogo de futebol as minhas sapatilhas estragaram-se. Eu sentia-me muito mal porque gostava muito de me divertir com essas sapatilhas. É o problema das sapatilhas, não são para sempre, mas algumas sempre serão as melhores, como as minhas sapatilhas. Adahi Montoya , 15 anos, Badajoz, prof Catarina Lages Escritiva nº 4  – homenagem às sapatilhas

Pablo Pérez - desafio 4

As melhores sapatilhas do mundo Para mim essas sapatilhas eram as melhores. Eu desfrutava ao jogar futebol com elas. Com essas sapatilhas sentia-me imparável, o melhor do mundo, mas eu sabia que não era. Levava essas sapatilhas para todo o lado. Mas num jogo de futebol as minhas sapatilhas estragaram-se. Eu sentia-me muito mal porque gostava muito de me divertir com essas sapatilhas. É o problema das sapatilhas, não são para sempre, mas algumas sempre serão as melhores, como as minhas sapatilhas. Pablo Pérez , 15 anos, Badajoz, prof Catarina Lages Escritiva nº 4  – homenagem às sapatilhas

Enrique Ruiz - desafio 4

As sapatilhas do meu coração Essas sapatilhas tão giras que estreias no dia seguinte para que as pessoas ou os teus colegas digam “ Que giras!”, “Onde as compraste?”, “ Que inveja!”. Essas sapatilhas que estão sempre ao teu lado quando fazes desporto, nos dias de chuva, de sol e dias enevoados. Essas sapatilhas que há tempo que não usas e decides calçá-las para recordar os velhos tempos quando eras uma criança. Essas sapatilhas ficarão para o resto da tua vida contigo. Enrique Ruiz , 15 anos, Badajoz, prof Catarina Lages Escritiva nº 4  – homenagem às sapatilhas

Álvaro Pérez - desafio 4

As minhas sapatilhas de Basquetebol Sou um fanático de basquetebol e também das sapatilhas. É por isso que tento comprar sempre a última edição. Quando eu era menino, alucinava só a olhar os grandes jogadores de basquetebol com essas botas perfeitas, mas chegou Kobe Bryant e tudo mudou. As botas transformaram-se em sapatilhas e muitos jogadores começaram a usar este modelo desde o momento que Nike começou a vender esta edição. Eu apaixonei-me por esta marca e pelas sapatilhas do Kobe Bryant. Álvaro Pérez , 15 anos, Badajoz, prof Catarina Lages Escritiva nº 4  – homenagem às sapatilhas

Natalina Marques - desafio 4

Nunca vos usei. Os meus desejos e sonhos Ficaram, por isso mesmo, perdidos no tempo, ou ficaram guardados convosco, no mesmo baú, esquecido neste sótão. Agora, de que me serve ter-vos encontrado? Já não podem realizar-me esse sonho, que apenas reavivam, as memórias desse tempo e as feridas que ficaram por sarar, porque, mesmo sendo minhas, fizeram as delícias de outrem. Mas faço-vos na mesma a minha homenagem, porque não foi a mim, mas fizeram feliz alguém. Natalina Marques , 57 anos, Palmela Escritiva nº 4  – homenagem às sapatilhas

Maria Madalena Carvalho - desafio 4

Olá, amigas sapatilhas É com muito carinho e alegria que vos rendo esta homenagem.  Vocês nasceram, cresceram,  pelo mundo viajaram. Calçaram rainhas, actrizes, ricos, pobres. Dançaram no "Lago dos Cisnes", foram protagonistas em filmes,  receberam óscares, medalhas, elogios. Sentiram-se orgulhosas, vitoriosas, sedutoras, conquistaram corações. Caminharam de mãos dadas com os sentimentos. Estiveram presentes no amor, na beleza, na tristeza, foram palco de juras de amor, de lágrimas contidas, segredos esquecidos. Como estou orgulhosa da vossa amizade. Adoro-vos. Maria Madalena Moreira de Carvalho , 65 anos, Peniche Escritiva nº 4  – homenagem às sapatilhas

Alda Gonçalves - desafio 4

As minhas sapatilhas Hoje é dia de homenagear as minhas primeiras  All Star . Nos anos oitenta, quando o país se preparava para aderir a um grupo muito promissor chamado europa, a vida das famílias era difícil. O calçado e as roupas passavam de irmão para irmão, ou de irmão para primo. Nunca tinha tido umas sapatilhas novas. Tinha 15 anos. Fui trabalhar nas vindimas e ganhei o suficiente para as minhas verdadeiras sapatilhas. Foi sensacional. Duraram vários anos. Saudade delas! Alda Gonçalves , 48 anos, Porto Escritiva nº 4  – homenagem às sapatilhas

Rosa Alves - desafio 4

Sapatilha cirandeira Andei muito. Ou caminhei. Por tanto lado. Com sol, chuva; calor, frio. Por vezes estafada. Mas andava, andava, pela alegria, prazer de conhecer. Conhecimento sofrido. Ai, também pela mágoa, dor. A tristeza, o choro intenso; misturando lágrimas e chuva. Amassada, pisada. Oh! Parar de tanta caminhada solitária em vão. O tempo arrastou-se pesado a esgotar-nos. A ‘alma’ exposta em tanto cirandar, ainda assim, fui companheira. Condoeu-se de mim e, enfim, no caixote do lixo me deixou descansar. Rosa Maria Pocinho dos Santos Alves , 52 anos, Coimbra Escritiva nº 4  – homenagem às sapatilhas

Emília Simões - desafio 4

Já nem me recordo de quantos pares de sapatilhas usei ao longo da minha vida. Sim, porque eu sou uma “desportista”.  Nunca fui federada nem ganhei taças, mas ainda hoje não passa um dia que não as calce para uma corrida à beira mar, uma escalada na serra ou uma partidinha de ténis. Sem elas a minha vida não seria a mesma. Presto-lhes homenagem por me suportarem há já tantos anos. Obrigada, amigas sapatilhas! Vocês são impagáveis.  Emília Simões , 64 anos, Mem-Martins (Algueirão) Escritiva nº 4  – homenagem às sapatilhas

Carla Silva - desafio 4

Saudades Com a filha na faculdade, vivia das recordações de quando estavam juntas. Acariciou as sapatilhas. A filha queria aquelas sapatilhas rosa com reflexos, queria-as mais que tudo. Hesitou, pois ela nunca gostara de desporto. Acabou comprando-lhas, pensando que pouco as usaria, mas enganou-se: usou-as no primeiro dia de aulas, nos piqueniques, nas excursões... Tornaram-se as suas preferidas. Nunca as quis dar. Sentia-se mais animada ao olhá-las e sorria ao lembrar a menina que outrora corria pela casa Carla Silva , 42 anos, Barbacena, Elvas Escritiva nº 4  – homenagem às sapatilhas

Celina Silva Pereira - desafio 4

Do crescimento Aqui estão tuas primeiras sapatilhas. Eu te lembrava do dia certo de usá-las. Todas as segundas e quartas tinhas aula de ginástica. Então, eu as calçava em teus pés e te levava, feliz, para o exercício da aventura. Duraram um ano. Quando iniciou o novo período, havias crescido e comprei-te novas sapatilhas. Depois mudaste de esporte. Já ias sozinha. Agora tu estás sozinha e também eu. Cresceste e as sapatilhas antigas apertaram. Queres andar distante do aconchego. Celina Silva Pereira , 65 anos, Brasília, Brasil Escritiva nº 4  – homenagem às sapatilhas

Vera Viegas - desafio 4

Reforma em Londres Sei que o fim está próximo... mas serão ainda vocês os primeiros a cruzar a Meta no próximo mês de Abril. Por carinho, por gratidão, a primeira Maratona será Vossa. Não saberia como superá-la com outra comitiva! Lembram-se do nosso primeiro dia a correr? Como foi ofegante e doloroso? Passo a passo, atingimos os 10, depois a meia-maratona... agora aí estão os primeiros 42 kms. Na vossa despedida este será o meu presente – Maratona de Londres 2016! Vera Viegas , 32 anos, Penela da Beira Escritiva nº 4  – homenagem às sapatilhas

Jesús Rey Aneiros - desafio 4

As minhas sapatilhas favoritas eram umas de cor vermelha. Usava-as para jogar futebol e marcar golos, elas acompanharam-me durante dois anos, mais chegou um momento em que parecia que elas iam falar, tinham uma pequena boquinha na sua entrada, e qualquer dia iam dizer que queriam reformar-se, que já estavam fartas de bater na pobre bola que não tinha culpa de nada! Então eu decidi trazer umas novas companheiras de pés, mais elas estarão sempre no meu coração. Jesús Rey Aneiros , 22 años, Ferrol-España, prof Paula Pessanha Isidoro Escritiva nº 4  – homenagem às sapatilhas

Ivan Grande Thompson - desafio 4

Homenagem aos meus ténis, sim aqueles com que comecei a jogar futebol, aqueles com que tanta água pisei, pontapés dei numa bola e a tanta gente. Nunca irei esquecer aquele dia em que vos arranhei e senti que ia morrer, quando cheguei a casa pensei que o meu pai me ia matar, mas ele pôs graxa e ficaram novos outra vez. Aquele fatídico dia em que me apertastes os pés, com lágrimas nos olhos disse: -Adeus ténis. Ivan Grande Thompson , 24 años, Madrid, prof Paula Pessanha Isidoro Escritiva nº 4  – homenagem às sapatilhas

Noemí Alonso Hidalgo - desafio 4

Queridas sapatilhas, ainda me lembro do dia em que, com ilusão, eu vos comprei, há só alguns meses atrás. Eu tenho jogado desde que era pequena, mas vocês são as primeiras sapatilhas que eu tenho, especiais para jogar futebol. Peço-vos perdão por todos os golpes com a bola, todos os tropeções e, por vezes, os jogos em campos de terra. Agradeço-vos muito a leveza, velocidade, precisão e conforto que vocês me dão. Espero que durem muitos anos. Noemí Alonso Hidalgo , 20 anos, Salamanca, prof Paula Pessanha Isidoro Escritiva nº 4  – homenagem às sapatilhas