Uma colher em greve
Irra! Isso está a escaldar! Estás sempre a
queimar-me. Estou farta, fartíssima
Brrrrr. Que água gelada. Nãoooo!
Agora estou toda besuntada com esta
porcaria peganhosa. Blhec! Que nojo. É demais.
Ena calma! Ai, de tanto andar às voltas
sinto-me tonta. E enjoada.
Quente frio, frio quente. Já ultrapassa os
limites. De nada adianta ficar rígida. Pois bem, vou ficar molenga, que nem a
gelatina.’
E se o pensou, assim fez, declarando que
era uma colher em greve.
Rosa
Maria Pocinho dos Santos Alves, 52 anos, Coimbra
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