Naquele dia
apanhei o autocarro por milagre. O meu voo tinha chegado muito atrasado e ainda
agora não sei como fiz para pegar nas malas e apanhar o último autocarro que
havia para a cidade. Quando eu entrei, os outros passageiros viraram-se e
puseram-se a olhar para mim. Tu estavas a ler o jornal em italiano. Lembro-me
do teu sorriso cúmplice.
– Vem cá, senta-te
comigo. Eu também cheguei a Genebra tão perdido quanto tu há um ano...
Lara Lagoa, 21 anos, Vigo, prof Paula Pessanha Isidoro
Escritiva nº 5 – homenagem às sapatilhas
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