Como todos os
dias, eu fui apanhar o comboio para ir para as aulas. Não imaginava o que ia
acontecer, mas o meu corpo pressentia-o. Nesse dia não apanhei o comboio
devido, apanhei outro, não sabia onde me levaria esse comboio, mas também não
me importava. O caminho seria longo, sabia que as pessoas não seriam tão
amáveis quanto gostaria, mas devia fazê-lo, devia quebrar a cadeia. Eu devia
apanhar outro comboio, eu devia trocar de vida.
Luis Zambrano Cuesta, 18 anos, Salamanca, prof Paula Pessanha Isidoro
Escritiva nº 5 – homenagem às sapatilhas
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