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Amélia Meireles - desafio 12


Cuidadosamente a caneta, depois de bebericar no tinteiro, desenhava, lentamente, as letras. Algumas ficavam prisioneiras nas duas linhas, outras esgueiravam-se acima ou abaixo, provando que era possível ir mais além. Os livros, herdados dos irmãos, vestiam, a cada início de ano, uma capa para se fazerem novos. Naquele ano, no último dia de aulas, levou um ramo de ervilhas de cheiro para a professora. E ainda hoje, é esse o perfume do seu tempo de escola primária…

Amélia Meireles, 63 anos, Ponta Delgada
Escritiva nº 12 – a escola…

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