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Mensagens

Maria Loureiro - desafio 33

Colocado no arquipélago dos Açores, João, agora fuzileiro da frota de combate da marinha portuguesa, tem saudades da sua última turma da escola secundária, do coro aos domingos, da biblioteca onde namoriscava mais do que estudava. Foi disto que se lembrou ao olhar a miúda gira, que passeia na marginal. Também se lembrou do pomar dos tios, das laranjas sumarentas e, de manhãzinha, do cantar dos pássaros em alegre sinfonia. Está visto, precisa de férias. Em casa. Maria Loureiro , 63 anos, Lisboa Escritiva n º 33  ― 7 nomes coletivos

Carla Silva - desafio 33

O julgamento ― ... qual quadrilha, invadiram o olival... ― Objecção! Pomar. ― Olival ou pomar, a verdade é que os seus clientes não passam dum bando de ladrões. ― Não seja tão escrupuloso. Acaso esqueceu que defendeu um exército de mulheres histéricas? ― Não compare! Elas apenas exigiam os seus direitos salariais. ― Reclamassem junto do capataz do rancho ou no ministério de trabalho. ― Acaso está a tentar distrair-me e desviar o assunto? ― Eu?! Por quem sois. ― Vejo que brinca. Pois bem, o júri decidirá.  Carla Silva , 44 anos, Barbacena, Elvas Escritiva n º 33  ― 7 nomes coletivos

Isabel Lopo - desafio 33

Estava nervosa por causa do teste para o CORO. O JÚRI era exigente, e aquele miúdo giro lá da TURMA fazia parte dele. E se desafinasse? Nunca mais olharia para a sua cara... Na sala da BIBLIOTECA, deparou-se com uma enorme MULTIDÃO de gente. Ficou sem chão. Apetecia-lhe pertencer àquele BANDO de pássaros que avistou através da janela. Entrou. Então viu-o sorrir. Fechou os olhos e deixou que a sua voz se soltasse numa SINFONIA de sons. Isabel Lopo , Alentejo Escritiva n º 33  ― 7 nomes coletivos

Natalina Marques - desafio 33

Sentia-se só, quando a conheceu, era da mesma TURMA e cantava no mesmo CORO. A felicidade, a alegria, começou a desabrochar nos seus sonhos, na sua vida, como uma suave SINFONIA que adorava ouvir. Viera do ARQUIPÉLAGO, onde dançava no RANCHO. Agora faz parte do JÚRI da escola. Vendeu o OLIVAL, comprou um anel, pediu-a em casamento, a resposta não foi a esperada. Voltou para a terra e comprou um POMAR; pelo menos fruta, não iria faltar. Natalina Marques , 59 anos, Palmela Escritiva n º 33  ― 7 nomes coletivos

Theo De Bakkere - desafio 33

Os jardins do palácio Fronteira   Das janelas da biblioteca, olhei para os jardins de Fronteira, lá na sombra do pomar, uma multidão estava a ouvir um guia. E na galeria dos reis, como se fosse uma exuberante alcateia de lobitos, brincava uma turma de cadetes do exército ao jogo das escondidas. Injustamente, faltava-lhes o interesse para os azulejos. Sem júri perito, acho a mais engraçada apresentação: daquele rancho de animais, tocando música, enquanto que o coro entoa uma canção em sinfonia polifónica. Theo De Bakkere , 66 anos, Antuérpia Bélgica Escritiva n º 33  ― 7 nomes coletivos

Filomena Galvão - desafio 33

Catarina saiu do arquipélago, não aguentava aquela multidão junta ao casario sempre a quadrilhar. Era dada às artes, mas por muito que gostasse de dança, aquilo era demasiado. Preferia a pintura e queria trabalhar, se possível, expor numa galeria. Pesquisou o jornal diário na biblioteca e candidatou-se a uma vaga. Teria que passar pelo crivo de um júri, mas tinha de arriscar. O sonho assim lho ditava. Foi aceite. Os seus sentidos entraram todos numa grande sinfonia. Filomena Galvão, 57 anos, Corroios​ Escritiva n º 33  ― 7 nomes coletivos

Margarida Freire - desafio 33

O velho mar “que Europa de África divide” é palco de muitos dramas, ao longo da História, mas raramente como agora. Uma FROTA de frágeis embarcações, apinhadas de uma pequena MULTIDÃO de gente fragilizada, demanda a Terra Prometida Mas num EXERCITO treinado, qual ALCATEIA atenta, numa SINFONIA que ecoa da Itália à Hungria, “senhores do Mundo” recusam. Na GALERIA do PE, raras vozes os defendem. Até que, num imenso CORO, os Povos do Mundo inteiro gritem CHEGA. Margarida Freire , 75 anos, Moita Escritiva n º 33  ― 7 nomes coletivos