Desde pequeno sonhava ser palhaço. Ia com o Pai ao
circo e ria até mais não poder! Um dia partiu. Apenas um bilhete: «Vou ser
palhaço». O desgosto foi enorme, mas os anos foram passando e poucas notícias
tiveram dele. A filha casou, vieram os netos. Arranjou coragem e levou-os ao
circo. E deu consigo a rir, contagiado pelas gargalhadas deles. Quando o
palhaço foi falar às crianças, bastou-lhe um olhar para reconhecer o seu
próprio filho...
Todos os dias salto para o mesmo assento suado, do lado da janela, ainda aquecido pelo passageiro anterior. Dá sorte... Se me sentar aí o meu dia decorre sem grandes peripécias. Por vezes uma coisita ou outra... mas nada de grave. E, ao fim do dia... puf... caio de novo no meu assento. Mas hoje, o meu lugar estava ocupado e o caminho errado. Foi quando gritei: ― O senhor enganou-se! Que percebi que a enganada era eu. Francisca Reis , 17 anos, Cantanhede Escritiva n º 31 ― erros nos transportes
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