Não posso descrever a angústia que senti no dia em que você foi embora: o ciúme consumira-me até afastá-lo do meu
lado. E agora já não sei como fazer calar esta luxúria que sinto quando me lembro da nossa história. Mas,
infelizmente, o orgulho foi mais
forte do que a paixão. E, nesta ocasião,
o pânico invade-me com a certeza de
que não vai voltar. Ah amor, como enfrentar a saudade que você deixou no meu coração!
Todos os dias salto para o mesmo assento suado, do lado da janela, ainda aquecido pelo passageiro anterior. Dá sorte... Se me sentar aí o meu dia decorre sem grandes peripécias. Por vezes uma coisita ou outra... mas nada de grave. E, ao fim do dia... puf... caio de novo no meu assento. Mas hoje, o meu lugar estava ocupado e o caminho errado. Foi quando gritei: ― O senhor enganou-se! Que percebi que a enganada era eu. Francisca Reis , 17 anos, Cantanhede Escritiva n º 31 ― erros nos transportes
Comentários
Enviar um comentário